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Mostrando postagens de setembro, 2026

um sultão abençoado por Deus

Quando tentaram transformar os judeus do Marrocos em cidadãos de segunda classe, o sultão Maomé V deixou claro que não os entregaria. Em 1940, depois da queda da França, o Marrocos passou a ser administrado pelo regime de Vichy. Leis antijudaicas foram impostas e a comunidade judaica, uma das mais antigas do mundo, passou a sofrer restrições em seus direitos, empregos e instituições. Maomé V era o sultão, mas seu poder estava limitado pelo protetorado francês. Ainda assim, sua posição se tornou um obstáculo às tentativas de separar os judeus dos demais marroquinos. Uma frase atribuída a ele ficou famosa: “Não há judeus em Marrocos. Há apenas súditos marroquinos.” A situação, porém, não foi tão simples quanto a história muitas vezes apresenta. O Marrocos não foi ocupado diretamente pela Alemanha n*zista, e as medidas antijudaicas impostas pelo regime de Vichy foram aplicadas de maneira diferente das políticas de extermínio adotadas na Europa ocupada. Judeus marroquinos sofreram discrimi...

campos de concentração de Jaguaribe

Ceará: A Seca, a Fome e os Abarracamentos     Em 1877-79, o Ceará foi atingido por uma grande seca. Isso provocou uma migração gigantesca. Milhares de sertanejos abandonaram suas casas e seguiram para Fortaleza em busca de comida, água e trabalho. A cidade, que tinha uma população muito menor, ficou rapidamente sobrecarregada. As jóias da coroa imperial     A situação foi tão aterradora que o próprio imperador D. Pedro II chegou a dizer que, se fosse necessário, “venderia as joias da Coroa” para socorrer os cearenses. Mas não há evidência de que D. Pedro II tenha efetivamente vendido as joias da Coroa Os abarracamentos     As autoridades cearenses passaram a reunir os retirantes em abarracamentos, sobretudo nas áreas periféricas da capital. Em 1878, havia mais de 114 mil pessoas distribuídas nesses alojamentos, segundo levantamento citado por estudo da Fiocruz.     Os abarracamentos eram grandes espaços improvisados onde os retirantes eram concent...

Cassius Clay caiu na narrativa do Islã

O DIA EM QUE MUHAMMAD ALI ENCONTROU UM HOMEM QUE O FEZ PARECER MENOR Muhammad Ali estava acostumado a entrar em qualquer lugar e imediatamente se tornar a figura mais imponente do ambiente. Naquele dia, porém, aconteceu algo raro. Pela primeira vez em muito tempo, o homem conhecido como "O Maior" precisou erguer ligeiramente o olhar para conversar com alguém. A cena foi registrada em 5 de agosto de 1966, em Markyate, na Inglaterra, durante as filmagens do clássico de guerra Os Doze Condenados (The Dirty Dozen). Ali havia chegado ao set acompanhado do irmão, Rahman, para visitar amigos e conhecer a produção, que reunia estrelas como Lee Marvin, Jim Brown, Telly Savalas e Clint Walker. Naquela época, Muhammad Ali tinha apenas 24 anos, permanecia invicto e já usava com orgulho o nome que escolhera para si, embora muitos jornais ainda insistissem em chamá-lo de Cassius Clay, identidade que ele havia abandonado. No dia seguinte, enfrentaria o campeão britânico dos pesos-pesados Br...

na Bahia do PT

O MASSACRE DO PAU DE COLHER     Faço hoje mais uma postagem que fala de mais um episódio triste da nossa história, do qual provavelmente você nunca ouviu falar. Pouco conhecido porque não teve um Euclides da Cunha para escrever sobre ele, como teve Canudos.     Me refiro a um acontecimento que se deu entre 19 e 21 de janeiro de 1938, no povoado de Pau de Colher, então pertencente ao município de Casa Nova, na Bahia, próximo às fronteiras com Pernambuco e Piauí.      Trata-se do Massacre de Pau de Colher, que foi um dos episódios mais violentos envolvendo movimentos religiosos e camponeses no sertão brasileiro durante a Era Vargas.  O nome     A localidade recebeu esse nome por causa de uma árvore nativa da região, conhecida como pau-de-colher, cuja madeira era utilizada tradicionalmente para fabricar colheres de pau e outros utensílios. A Embrapa registra Maytenus rigida como uma das espécies chamadas, na Bahia, de “pau-de-colher”. Como ...

o comunismo é uma doença mental

**Ele Foi Preso Por Criticar Stalin Em Uma Carta. Anos Depois, Contaria Ao Mundo O Que Acontecia Dentro Dos Gulags.** Em 9 de fevereiro de 1945, enquanto ainda servia como capitão de artilharia do Exército Vermelho, **Aleksandr Solzhenitsyn foi preso**. Seu crime não havia sido cometido no campo de batalha. Estava escrito em cartas privadas enviadas a um amigo. Nelas, Solzhenitsyn havia feito críticas a Stalin e ao sistema soviético. Mesmo sem mencionar diretamente o nome do líder em algumas passagens, suas palavras foram consideradas perigosas. A correspondência havia sido interceptada pela censura militar. Meses depois, uma comissão especial o condenou a oito anos de trabalhos forçados por atividades consideradas antissoviéticas. Não houve um julgamento convencional diante de um tribunal no qual pudesse se defender. Solzhenitsyn, que havia sido condecorado por seu serviço militar e possuía formação universitária em matemática, agora era um prisioneiro. Nos primeiros anos, seu conheci...

a inveja é a mãe do atraso

Em 1908, um médico de 29 anos foi mandado para Lassance, no norte de Minas Gerais, para combater a malária entre os trabalhadores da estrada de ferro. Montou um laboratório dentro de um vagão de trem, e dormia no mesmo vagão. O nome dele era Carlos Chagas. Ali ele reparou num inseto que os moradores chamavam de barbeiro, e que vivia nas frestas das casas de pau a pique. Examinou o intestino do bicho e achou um protozoário desconhecido. Mandou amostras para Oswaldo Cruz. Um mês depois veio a resposta: os saguis do laboratório de Manguinhos tinham adoecido. Chagas batizou o parasita de Trypanosoma cruzi, em homenagem ao próprio Oswaldo Cruz. Faltava encontrar a doença numa pessoa. Em 14 de abril de 1909, ele examinou o sangue de uma menina de 2 anos com febre, em Lassance. O nome dela era Berenice. O parasita estava lá. E aqui está o que torna essa história única. Num intervalo de poucos meses, o mesmo pesquisador identificou o inseto transmissor, o parasita causador, o ciclo da transmis...

história dos alcoólicos anônimos

Em 1934, Bill Wilson chegou a um ponto em que quase ninguém acreditava mais nele. Aos 39 anos, estava internado em Nova York, fisicamente destruído pelo álcool. Tremores, crises constantes e uma sequência de recaídas haviam transformado sua vida em um ciclo que parecia não ter saída. Naquele tempo, o alcoolismo era tratado muito mais como falha de caráter do que como um problema de saúde. Quem não conseguia parar de beber era frequentemente visto como fraco, irresponsável ou simplesmente sem solução. Bill parecia estar exatamente nesse lugar. Durante uma de suas internações, teve uma experiência que ele próprio descreveria depois como profundamente espiritual. Em meio ao desespero, pediu ajuda da única forma que conseguiu. Algo mudou. Ele saiu dali decidido a permanecer sóbrio. Mas a verdadeira virada aconteceu alguns meses depois, quando percebeu que apenas querer parar talvez não fosse suficiente. Em uma viagem a Ohio, Bill ficou diante de uma situação perigosa. A vontade de beber vo...

um japonês bom de bala 4

Expedicionário TOMOKI SANNOMIYA Tomoki Sannomiya nasceu em 15 de março de 1922, em Jundiaí, São Paulo, filho de Tomomitsu Sannomiya e Kiyoe Sannomiya, que eram do Japão.   Servindo como Soldado no 1º Grupo do 2º Regimento de Obuses Auto-Rebocados da Força Expedicionária Brasileira, com identidade nº 2G-97261, embarcou para Itália em 22 de setembro de 1944. Atuou como operador de rádio no 1º Grupo do 2º Regimento de Obuses Auto-Rebocados. Em dos seus relatos ele fala que: “Eu tinha de instalar os fios telefônicos. Minha função era muito perigosa e visada, pois os fios poderiam ser rastreados. Além disso, tinha de receber e transmitir os recados que chegavam pelos aparelhos. Conforme os recebia, só repetia do mesmo jeito para não haver problema e a mensagem ser distorcida. Se passasse algum recado errado, eu era descoberto na hora” Retornou ao Brasil no dia 22 de agosto de 1945. Ele casou-se com Maria Fussaco Honda em 26 de julho de 1947, em Jundiaí, São Paulo. Faleceu em 21 de junho...

lendas acerca de soberania e independência

O 7 de setembro de 1822 não encerrou nada. Portugal simplesmente não reconheceu. O que veio depois foram quase 3 anos de negociação diplomática, arrastada entre Londres, Lisboa e o Rio de Janeiro, com a Inglaterra atuando como mediadora. A Inglaterra tinha interesse próprio. Queria vantagens comerciais no Brasil, mas era aliada tradicional de Portugal e não queria brigar com Lisboa. Então se colocou no meio. Em 29 de agosto de 1825, foi assinado no Rio de Janeiro o Tratado de Paz, Amizade e Aliança. Só ali Portugal aceitou o Brasil como império independente. E o acordo tinha preço. O Brasil concordou em pagar 2 milhões de libras esterlinas a Portugal, e D. João VI recebeu o título honorário de Imperador do Brasil. O problema é que o Tesouro brasileiro estava zerado. O país não tinha esse dinheiro. A saída foi levantar o valor no mercado financeiro de Londres. E aqui está o detalhe que quase ninguém conta. Portugal já devia mais de 2 milhões de libras à própria Inglaterra. Segundo o mat...

chimangos e pica-paus nos campos do Rio grande

O evento histórico marcado pela morte de 10 a 12 mil gaúchos e pelo uso sistemático da degola é a Revolução Federalista (1893–1895). Considerada a guerra civil mais violenta e sangrenta da história da República brasileira, ela frequentemente sofre um "apagamento" ou é tratada com superficialidade nos livros didáticos nacionais por conta da extrema crueldade dos atos praticados por ambos os lados. O conflito dividiu o Rio Grande do Sul e se expandiu para Santa Catarina e Paraná. De um lado estavam os Pica-paus ou Chimangos (republicanos liderados por Júlio de Castilhos, apoiados pelo governo federal de Floriano Peixoto); do outro, os Maragatos (federalistas liderados por Gaspar Silveira Martins e pelo general Gumercindo Saraiva). Por que tantas degolas aconteceram? A degola tornou-se uma marca registrada e macabra dessa guerra, utilizada tanto por maragatos quanto por pica-paus por motivos essencialmente práticos e psicológicos: Economia de munição: em um cenário de guerrilha ...

Evaldo Freire nasceu em 1955

Hoje a Saudade Brega conta a história de um homem que transformou sofrimento em hino. Se você é do Nordeste, já chorou ouvindo essa voz. O nome dele é Evaldo Freire, a voz do brega nordestino. Evaldo Freire é o nome artístico de Genivaldo Freire do Nascimento. Ele nasceu no dia 28 de outubro de 1955, em Ipanguaçu, no Rio Grande do Norte. Algumas fontes citam Bom Jardim, em Pernambuco, como local de nascimento, porque a família dele transitava muito pela região na época. Essa confusão já mostra um pouco de como foi a vida dele no começo: sem lugar fixo, sem luxo, lutando pra sobreviver. A infância de Evaldo Freire foi humilde e muito difícil. Ele mesmo conta que chegou a morar em um acampamento cigano no interior do Rio Grande do Norte. Foi ali, no meio dos ciganos, ouvindo histórias de amor, de dor, de gente que vai e vem, que ele começou a entender o que era saudade. Não tinha rádio bom, não tinha televisão. Tinha viola, tinha fogueira e tinha gente sofrendo por amor. Foi nessa escola...

histórias de brasileiros e alemães

Capturado pelos brasileiros O lobo perde o pelo, mas... Tinha 20 anos, era um segundo-tenente da Wehrmacht e acreditava na vitória final do seu exército. Capturado na Itália por soldados brasileiros da Força Expedicionária Brasileira, Klaus Dietrich Polz viveu a prisão como um choque. Muitos anos depois, admitiria que, se fossem os russos a capturá-lo, não teria sobrevivido. A captura Anos depois de cair nas mãos dos soldados brasileiros em combate na Itália, Klaus Dietrich Polz ainda se lembrava do sabor daquele dia: o de feijão-branco em lata com salsicha, oferecido por quem o tinha feito prisioneiro. Na época tinha 20 anos, vestia com orgulho o uniforme e levava no bolso a carteira da organização juvenil do partido. Meio século mais tarde, localizado pela revista brasileira Veja, descobriu que estava entre os protagonistas de um episódio em que alguns soldados alemães, já exaustos, se renderam aos brasileiros; entre eles, também um jovem oficial. Ele próprio. O episódio, que simboli...

1 Raimundo soldado nasceu em Santa Inês

Hoje a Saudade Brega viaja direto para o coração do Maranhão, para contar a história de um homem que nunca foi à escola, mas ensinou o Brasil a amar. Um lavrador que virou pop star, um analfabeto que virou poeta. Hoje vamos falar da lenda, do Michael Jackson do Brega, do maior músico do Maranhão: Raimundo Soldado. Se você já dançou agarradinho ao som de Não Tem Jeito Que Dê Jeito, prepare o coração, porque a história dele é de arrepiar. O MENINO DA ALDEIA DOS PRETOS QUE NÃO SABIA LER, MAS SABIA CANTAR Raimundo Teles Carvalho, o nosso Raimundo Soldado, nasceu no dia 31 de agosto de 1946, no povoado de Aldeia dos Pretos, hoje conhecido como Ponta da Linha, no município de Santa Inês, no Maranhão. Ele veio de uma família muito humilde de agricultores. A vida era na roça, de sol a sol. Raimundo nunca frequentou a escola, era analfabeto e músico totalmente autodidata. Ele não sabia escrever o próprio nome, mas sabia escrever no coração do povo. Enquanto muitos aprendiam a ler nos livros, el...

nazistas mataram sem perdão

Uma bisneta de D. Pedro II foi assassinada numa câmara de gás nazista. Nem o sangue imperial, nem o título de princesa, nem o nome dos Saxe-Coburgo foram capazes de salvá-la quando a máquina de eugenia de Hitler decidiu que sua vida não merecia continuar. Essa é a história quase esquecida de Maria Karoline de Saxe-Coburgo e Gotha, uma mulher ligada diretamente à antiga família imperial brasileira e que terminou seus dias como vítima da Aktion T4. Nascida em 10 de janeiro de 1899, em Pola — atual Pula, na Croácia —, então parte do Império Austro-Húngaro, Maria Karoline era filha do príncipe D. Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Gotha, conhecido como o “Príncipe Marinheiro”, com a arquiduquesa Karoline Marie da Áustria-Toscana. Pelo lado paterno, era neta da princesa D. Leopoldina do Brasil e, portanto, bisneta de D. Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina. Desde pequena, percebeu-se que seu desenvolvimento intelectual era diferente. As fontes disponíveis não permitem estabelecer com se...

Toninho foi morto pelo PT

Antônio da Costa Santos, conhecido como o “Toninho do PT”, era Arquiteto e filiado histórico do PT e ficou conhecido em Campinas por enfrentar grandes empreiteiras e denunciar irregularidades em obras públicas, como o contrato do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da cidade.  Em 2000, elegeu-se prefeito com cerca de 60% dos votos — a votação mais expressiva já obtida por um candidato ao cargo até então — e tomou posse em 1º de janeiro de 2001. Até que, na noite de 10 de setembro de 2001, por volta das 22h, Toninho deixou o prédio da prefeitura após discursar em um ato do Movimento Negro e foi ao shopping Iguatemi.  Ao sair do shopping dirigindo sozinho seu Fiat Palio pela Avenida Mackenzie, em direção à sua casa, o carro foi atingido por disparos de uma pistola. Um dos tiros atingiu sua artéria aorta. Ele tinha 49 anos e morreu na hora. Ele estava no cargo havia pouco mais de oito meses. A cobertura do crime acabou ofuscada pelos atentados de 11 de setembro, ocorridos na manhã s...

Quadros da Paixão

O ASSASSINATO DO PAI DE JÂNIO QUADROS NA MOOCA Em 18 de maio de 1957, a Mooca foi palco de um crime que teve grande repercussão em São Paulo: o assassinato do deputado estadual Gabriel Quadros, pai do então governador paulista Jânio Quadros. O crime foi o desfecho de uma complicada história envolvendo política, paixão, ciúme e uma disputa pela paternidade de dois meninos gêmeos. Gabriel mantinha um relacionamento com Francisca Flores, a Nena, mulher do feirante José Guerreiro. Quando ela engravidou, afirmou que os filhos eram de Gabriel, enquanto Guerreiro dizia ser o pai. A disputa entre os dois já havia chegado aos jornais e até provocado confrontos físicos. Em 1957, os meninos estavam com Guerreiro, que morava nos fundos de um sobrado na Travessa Nelson Atallah, na Mooca. Na manhã daquele sábado, Gabriel foi ao local acompanhado de alguns homens, com a intenção de retirar as crianças. Houve uma luta corporal com Guerreiro. Durante o confronto, o feirante conseguiu tomar o revólver d...

Atores

Em 26 de agosto de 2007, Luke Wilson entrou na casa do irmão e se deparou com uma cena que jamais esqueceria. Owen Wilson estava inconsciente e em estado grave depois de tentar tirar a própria vida. Para o público, era difícil conciliar aquela imagem com o homem que todos conheciam das telas. Owen estava no auge da carreira, acumulava sucessos no cinema e havia se tornado conhecido pelo humor rápido, pelo jeito descontraído e pelo sorriso sempre presente. Mas, longe das câmeras, enfrentava uma luta silenciosa contra uma depressão profunda e problemas com substâncias. O episódio expôs uma realidade que muitas vezes passa despercebida: dinheiro, fama e reconhecimento não tornam ninguém imune ao sofrimento emocional. Nos dias seguintes, enquanto Owen permanecia hospitalizado, fotógrafos e tabloides cercaram o caso em busca de detalhes. Ele, porém, pediu privacidade. Naquele momento, não queria explicar nada ao mundo. Precisava apenas se recuperar. A crise também o levou a abandonar um pap...

Sisames

No século XVI, uma imagem perturbadora começou a circular pelas cortes e prefeituras da Europa — uma pintura que retratava o castigo de um homem chamado Sisamnes, um juiz cujo crime não foi assassinato nem traição, mas corrupção. A cena representada remonta a cerca de 500 a.C., durante o reinado de Cambises II, rei do Império Persa. Sisamnes era um juiz real, encarregado de interpretar a lei em nome do rei. Seu cargo carregava enorme autoridade — e, com ela, a exigência de integridade absoluta. Mas Sisamnes aceitou um suborno e deliberadamente proferiu uma sentença injusta. Aos olhos da corte persa, isso não era uma falha pessoal. Era um ataque direto à própria ideia de justiça. Quando a corrupção veio à tona, Cambises ordenou que Sisamnes fosse preso e condenado. A punição foi severa e calculada: Sisamnes seria esfolado vivo. Segundo as fontes antigas, antes que a sentença fosse executada, o rei fez uma última pergunta ao juiz desonrado: Quem deveria substituí-lo? Ainda agarrado à noç...

um Vigário o vig

No dia 2 de julho de 1957, o Brasil recebeu a notícia do assassinato de um dos principais líderes da Igreja Católica em Pernambuco. A vítima era Dom Francisco Expedito Lopes, bispo de Garanhuns. Mas, se a morte de um bispo já causava surpresa, ainda mais chocante foi descobrir quem havia cometido o crime. O assassino era o padre Hosana de Siqueira e Silva, pároco da cidade de Quipapá e subordinado ao próprio bispo que havi que 2011 ¹a matad0. Mas a história entre Francisco e Hosana já vinha se arrastando havia algum tempo. Tudo começou por causa de rumores envolvendo a vida pessoal do padre.2c  Na cidade de Quipapá, circulavam comentários de que Hosana mantinha um relacionamento com uma prima, que inclusive morava na casa paroquial. Segundo relatos da época, muitas pessoas na cidade sabiam do suposto relacionamento, mas preferiam não se envolver. Hosana era conhecido por ter um temperamento forte. Além dos rumores sobre sua vida amorosa, ele também vinha sendo criticado pela forma ...

Aécio Pereira era deputado mas agora é cinza

Márcia Barbosa: morta após encontro com deputado; caso levou o Brasil à condenação internacional Márcia Barbosa de Souza tinha apenas 20 anos quando deixou a cidade de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, em busca de uma vida melhor em João Pessoa. Recém-formada no ensino médio, a jovem foi para a capital com o objetivo de conseguir um emprego e ajudar a família. Meses antes de sua morte, em novembro de 1997, Márcia conheceu o então deputado estadual Aércio Pereira de Lima, de 54 anos, casado e já no quinto mandato. O encontro ocorreu durante um evento político na capital paraibana. No dia 13 de junho de 1998, Márcia voltou a João Pessoa. Quatro dias depois, em 17 de junho, recebeu uma ligação do deputado e os dois marcaram um encontro. Naquela noite, os dois se encontraram no Motel Trevo, na capital. Durante o encontro, por volta das 21h, Márcia fez uma ligação para familiares em Cajazeiras utilizando o celular do próprio parlamentar. Na conversa, contou que estava naquele momento na com...