Evaldo Freire nasceu em 1955

Hoje a Saudade Brega conta a história de um homem que transformou sofrimento em hino. Se você é do Nordeste, já chorou ouvindo essa voz. O nome dele é Evaldo Freire, a voz do brega nordestino.

Evaldo Freire é o nome artístico de Genivaldo Freire do Nascimento. Ele nasceu no dia 28 de outubro de 1955, em Ipanguaçu, no Rio Grande do Norte. Algumas fontes citam Bom Jardim, em Pernambuco, como local de nascimento, porque a família dele transitava muito pela região na época. Essa confusão já mostra um pouco de como foi a vida dele no começo: sem lugar fixo, sem luxo, lutando pra sobreviver.

A infância de Evaldo Freire foi humilde e muito difícil. Ele mesmo conta que chegou a morar em um acampamento cigano no interior do Rio Grande do Norte. Foi ali, no meio dos ciganos, ouvindo histórias de amor, de dor, de gente que vai e vem, que ele começou a entender o que era saudade. Não tinha rádio bom, não tinha televisão. Tinha viola, tinha fogueira e tinha gente sofrendo por amor. Foi nessa escola da vida que o brega nasceu dentro dele.

Ainda muito jovem, ele decidiu que precisava tentar a sorte no Rio de Janeiro. Como tantos nordestinos naquela época, colocou o sonho na mala e foi pro Rio atrás de uma gravadora que acreditasse nele. Chegou sem nada, mas com uma voz forte, emotiva, daquelas que quando canta parece que está rasgando o peito.

E deu certo. Em 1980, pela grande EMI/Odeon, ele lança o primeiro disco: "A Dor de uma Paixão". O Brasil ainda não conhecia aquele nome, mas quando a agulha caiu no vinil, todo mundo parou pra ouvir. O disco trouxe duas bombas que viraram hino de boteco até hoje. "Vou Beber Até Morrer", parceria dele com Tina, e "Homem Convencido", feita por ele mesmo. O álbum foi um sucesso arrebatador, vendeu muito e projetou Evaldo Freire para o Brasil inteiro. De repente, aquele menino do acampamento cigano estava tocando em todas as rádios.

A partir dali ele não parou mais. Ao longo da carreira, Evaldo gravou mais de 15 discos por gravadoras gigantes como Jangada, EMI/Odeon, RGE e Polydisc. São mais de 80 músicas gravadas. E não é exagero dizer que quase todas viraram hit no Nordeste.

Quem viveu os anos 80 e 90 no interior sabe cantar de cor: "Chega", "Cigana", "Nem Mesmo a Dor Que Eu Sinto", "Meus Primos", "Maria de Jesus", "Não Te Esquecerei", "Por Onde Andará", "Minha Jangada", "Foi Por Amor", "A Solidão", "Mundo Ingrato", "Lágrimas, Lágrimas", "Arrependida", "Tudo Acabado", "Quero Ter Você", "Você", "Amar", "Outro Amor", "Em Busca do Teu Carinho", "Pensando em Maria" e "Me Deixe em Paz". Cada uma dessas é um pedaço da vida de muita gente. É música pra tomar uma, pra lembrar de um amor que foi embora, pra chorar escondido.

O estilo de Evaldo Freire é o brega romântico puro, aquele brega de verdade. Letra que fala de amor, de saudade, de dor, de traição, mas também de superação. Ele não canta difícil. Ele canta o que o povo sente. E a voz dele ajuda. É uma voz forte, grave, emotiva, que parece que está chorando junto com a gente. Por isso ele virou ídolo popular, principalmente no Nordeste, onde até hoje as festas, os paredões e as rádios não deixam de tocar Evaldo Freire.

Muita gente confunde e compara Evaldo Freire com Evaldo Braga, o Ídolo Negro dos anos 70. São dois Evaldos gigantes do brega, mas são histórias completamente diferentes. Evaldo Braga teve uma carreira meteórica, curta e trágica, nos anos 70, e morreu muito jovem. Evaldo Freire é da geração seguinte. Ele começou nos anos 80 e construiu uma carreira longa, consistente, pé no chão, disco atrás de disco, sem parar. Se Braga foi um cometa, Freire foi uma estrada.

Na vida pessoal, Evaldo Freire sempre foi reservado. É pai de dois filhos e casado com Luciene Freire, que está com ele desde o começo e sempre acompanhou a carreira, nos palcos e fora deles.

Hoje Evaldo Freire continua sendo um dos nomes mais respeitados do brega. Pode não estar na televisão todo dia, mas no coração do povo nordestino ele nunca saiu. Porque enquanto tiver alguém sofrendo de amor no Brasil, vai ter um verso dele pra consolar.

E você, qual música do Evaldo Freire marcou sua vida? Foi "Chega"? Foi "Cigana"? Foi "Vou Beber Até Morrer"? Conta aqui nos comentários e vamos matar a saudade juntos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Racionais????

Adote uma criança

IDOSOS PRECISAM TER MUITO CUIDADO