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como a Alemanha se entregou a um lunatico????

ARQUIVO Nº 080 — O exército que Hitler perdeu duas vezes (Romênia, agosto de 1944) O 6º Exército de Hitler morreu em Stalingrado: 91 mil soldados se renderam na neve. Hitler deu o mesmo nome a um exército novo. E 18 meses depois, ele foi destruído de novo, em 10 dias — porque um rei de 22 anos trocou de lado no meio da batalha. Em 5 de março de 1943, um mês depois da rendição de Paulus, um outro exército alemão foi rebatizado como 6º Exército. Em 1944 ele estava na Romênia, o maior aliado de Hitler na frente leste e dono do petróleo de Ploiești. O país era governado pelo ditador Ion Antonescu; acima dele havia o jovem rei Miguel I. Em 20 de agosto de 1944, cerca de 1,3 milhão de soldados soviéticos atacaram, com 1.870 tanques e 16 mil canhões. Repetiram a manobra de Stalingrado: romperam os flancos defendidos pelo 3º e pelo 4º exércitos romenos e, em 3 dias, cercaram o 6º Exército alemão. No mesmo 23 de agosto, o rei chamou Antonescu ao palácio, em Bucareste; diante da recusa em aceita...

um coronel atolado no seu tempo

A FILOSOFIA DO CORONEL Em tempos de embates políticos acirrados, onde vale tudo, e golpe baixo faz parte das armas, lembremos do coronel Chico Heráclio, de Limoeiro, no agreste pernambucano. O coronel nordestino era um senhor feudal, de muitas propriedades e gado e sua palavra era lei.  Dominava o feudo e os súditos. Na sua Seara, elegia quem queria. Sendo, bajulado, pois, por quem pleiteava cargo eletivo (até para presidência da República). Dos muitos coronéis nordestinos, Chico Heráclio (1885/1974) o mais conhecido deles (virou até personagem de Chico Anísio, Coronel Limoeiro), importante, influente. Foi um pensador, à sua maneira. Os adágios a seguir foram pinçados do livro Breviário do Coronel Francisco Heráclio do Rego (1999, editora 20+20), seu bisneto, escritor e diplomata, André Heráclio do Rego. - Meu filho, este negócio de lei é relativo. Quando ela é alta a gente passa por cima, quando é baixa, a gente pula -Político sem mandato é feito puta sem cama - Cuidado, como quem...

amor que horas??

PEDREIRO QUE VIAJOU MAIS DE 2 MIL KM POR AMOR DE MULHER CRIADA POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL DESISTE DE VOLTAR PARA CASA E SEGUE PARA TOCANTINS Depois de atravessar o Brasil em busca de um amor que não existia, o pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, deixou Belo Horizonte, em Minas Gerais, nesta terça-feira (13), com destino a Araguatins, no Tocantins. O trabalhador havia saído de Imperatriz, no Maranhão, e percorrido mais de 2 mil quilômetros acreditando que encontraria uma mulher chamada Jéssica, por quem se apaixonou nas redes sociais. O problema é que ela não era real. A personagem havia sido criada por inteligência artificial. Nos vídeos, a suposta mulher dizia morar em uma fazenda e prometia uma vida a dois. Edimar acreditou nas mensagens e decidiu viajar para encontrá-la. A história ganhou contornos ainda mais emocionantes quando o pedreiro revelou que enfrentava uma profunda solidão desde a morte da mãe. Segundo ele, a perda fez com que deixasse de se sentir feliz na cidade ...

MENAHEM BEGIN

Em maio de 1981, um grupo de jovens líderes judeus americanos perguntou ao primeiro-ministro Begin quais ele acreditava serem as lições do Holocausto. Esta foi a sua resposta. 👇 Primeiro, se um inimigo do nosso povo diz que quer nos destruir, acreditem nele. Não duvide nem por um momento. Não leve isso de ânimo leve. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para negar-lhe os meios de realizar sua intenção satânica. Segundo, quando um judeu em qualquer lugar estiver ameaçado ou sob ataque, faça tudo o que estiver ao seu alcance para ajudá-lo. Nunca pare para pensar no que o mundo vai pensar ou dizer. O mundo nunca terá pena dos judeus massacrados. O mundo pode não necessariamente querer o judeu combativo, mas o mundo terá que levar em conta o judeu. Terceiro, um judeu deve aprender a se defender. Você deve estar sempre preparado para quando a ameaça se assuma. Quarto, a dignidade e honra judaicas devem ser protegidas em todas as circunstâncias. As sementes da destruição judaica residem e...

uma vergonha Americana

Durante a Segunda Guerra Mundial, as forças armadas dos EUA mantiveram políticas rígidas de segregação, mesmo em combate no exterior. Soldados afro-americanos eram frequentemente designados para funções de apoio e enfrentavam discriminação não apenas por parte da própria polícia militar, mas também no acesso a instalações e espaços sociais. No entanto, quando estacionados na Grã-Bretanha, muitos encontraram uma sociedade comparativamente mais tolerante. Civis britânicos, desconhecedores das hierarquias raciais americanas, muitas vezes acolhiam soldados negros em pubs, bailes e residências, criando momentos de camaradagem que contrastavam com a política militar oficial dos EUA. Um desses incidentes ocorreu quando soldados afro-americanos estavam bebendo e socializando com frequentadores ingleses locais em um pub. Quando a Polícia Militar Americana chegou para impor a segregação, tentando prender os soldados e impedi-los de serem servidos, os britânicos locais intervieram. Eles defendera...

Big Brother Ibanez

O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou a Lei n° 944/2024 que prevê a instalação de câmeras de segurança, com áudio, em escolas públicas do Distrito Federal. A medida foi publicada nesta sexta-feira (7/11) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O texto prevê que diretores das instituições de ensino tenham a autonomia de implementar a instalação dos dispositivos em sala de aula ou não. As câmeras terão de ser colocadas em “locais estratégicos”, como entradas, saídas, corredores, áreas de recreação e cantinas, garantindo a cobertura total da instituição. Locais de reserva de privacidade individual definidos em regulamento, como banheiros e vestiários, estão fora do alcance de instalação das câmeras. As imagens que forem registradas, serão armazenadas em um sistema digital, com acesso restrito aos autorizados, podendo ser transmitidas simultaneamente aos órgãos de segurança pública. O equipamento poderá contar com a captação de apenas vídeo ou de áudio e vídeo. 👉 Leia a matéria...

TOURINHO vai continuar sendo um bezerro

Os dois principais adversários de Dário Saadi (Republicanos) na eleição para a Prefeitura de Campinas em 2024 terminaram o pleito deste domingo (4) sem conquistar uma cadeira. Pedro Tourinho (PT) não conseguiu se eleger deputado federal, enquanto Rafa Zimbaldi (União Brasil) perdeu a vaga que ocupava havia dois mandatos na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Tourinho tentou retornar à Câmara dos Deputados carregando como principal ativo eleitoral recente os mais de 123 mil votos recebidos na eleição para prefeito. A transferência, porém, não ocorreu na mesma proporção. Neste domingo, o petista terminou a disputa para deputado federal com 73.627 votos no Estado, pouco mais de 42 mil deles conquistados em Campinas, e não conseguiu uma das cadeiras destinadas a São Paulo. O resultado estadual ficou inclusive abaixo daquele alcançado por Tourinho na disputa de 2022. Naquele ano, ele recebeu 74.729 votos, dos quais 48.786 vieram de Campinas, e terminou como suplente do PT. Posterio...

negócios ilícitos

O maior traficante Ilegal de negros no Brasil   . A quadrilha por trás da pirataria era a nata da elite brasileira. Gente que enriqueceu, na região, às custas do café, mas principalmente pela pirataria escrava. O chefão, era o Comendador José Joaquim de Souza Breves. Até que o Barão de Mauá surgisse, o Comendador Breves era considerado o homem mais rico do país. O título “Rei do Café”, hoje comum, foi criado para referir-se a ele. Morava na Fazenda da Grama, em Rio Claro. Tinha mais de 30 fazendas que iam de Mangaratiba a Resende, passando por Rio Claro, Bananal, Barra Mansa e Piraí, entre outras cidades. E ainda haviam fazendas em Minas. Diziam que se podia ir do Rio a Minas sem sair de suas propriedades. No episódio do desembarque de escravos no Bracuhy ele foi indiciado por pirataria junto com seus comparsas, a elite da região e do país: Major Antônio José Nogueira, Comendador Pedro Ramos Nogueira, Comendador Manuel de Aguiar Vallin e seu sogro, Comendador Luciano José de ...

princesas

O relacionamento e casamento da princesa Dona Leopoldina de Bragança (filha do imperador D. Pedro II) com o príncipe alemão Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota (Duque de Saxe) faz parte da história da Família Imperial Brasileira. O príncipe Luís Augusto e seu primo, o conde d'Eu (Gastão de Orléans), vieram ao Brasil com o intuito inicial de desposar as duas filhas de D. Pedro II (Isabel e Leopoldina). Embora os arranjos dinásticos pudessem ter tomado outro rumo, as afinidades pessoais definiram os pares: o conde d'Eu casou-se com a princesa Isabel, enquanto o duque de Saxe uniu-se a Leopoldina. O matrimônio foi celebrado em 15 de dezembro de 1864. Após o casamento, o casal fixou residência principal no Rio de Janeiro, no Palácio Leopoldina, embora também realizassem viagens e temporadas na Europa. Luís Augusto foi incorporado à Marinha Imperial do Brasil, recebendo o posto de Almirante da Esquadra. A união gerou quatro filhos homens: Pedro Augusto, Augusto Leopoldo, José Fernando...

um sultão abençoado por Deus

Quando tentaram transformar os judeus do Marrocos em cidadãos de segunda classe, o sultão Maomé V deixou claro que não os entregaria. Em 1940, depois da queda da França, o Marrocos passou a ser administrado pelo regime de Vichy. Leis antijudaicas foram impostas e a comunidade judaica, uma das mais antigas do mundo, passou a sofrer restrições em seus direitos, empregos e instituições. Maomé V era o sultão, mas seu poder estava limitado pelo protetorado francês. Ainda assim, sua posição se tornou um obstáculo às tentativas de separar os judeus dos demais marroquinos. Uma frase atribuída a ele ficou famosa: “Não há judeus em Marrocos. Há apenas súditos marroquinos.” A situação, porém, não foi tão simples quanto a história muitas vezes apresenta. O Marrocos não foi ocupado diretamente pela Alemanha n*zista, e as medidas antijudaicas impostas pelo regime de Vichy foram aplicadas de maneira diferente das políticas de extermínio adotadas na Europa ocupada. Judeus marroquinos sofreram discrimi...

campos de concentração de Jaguaribe

Ceará: A Seca, a Fome e os Abarracamentos     Em 1877-79, o Ceará foi atingido por uma grande seca. Isso provocou uma migração gigantesca. Milhares de sertanejos abandonaram suas casas e seguiram para Fortaleza em busca de comida, água e trabalho. A cidade, que tinha uma população muito menor, ficou rapidamente sobrecarregada. As jóias da coroa imperial     A situação foi tão aterradora que o próprio imperador D. Pedro II chegou a dizer que, se fosse necessário, “venderia as joias da Coroa” para socorrer os cearenses. Mas não há evidência de que D. Pedro II tenha efetivamente vendido as joias da Coroa Os abarracamentos     As autoridades cearenses passaram a reunir os retirantes em abarracamentos, sobretudo nas áreas periféricas da capital. Em 1878, havia mais de 114 mil pessoas distribuídas nesses alojamentos, segundo levantamento citado por estudo da Fiocruz.     Os abarracamentos eram grandes espaços improvisados onde os retirantes eram concent...

Cassius Clay caiu na narrativa do Islã

O DIA EM QUE MUHAMMAD ALI ENCONTROU UM HOMEM QUE O FEZ PARECER MENOR Muhammad Ali estava acostumado a entrar em qualquer lugar e imediatamente se tornar a figura mais imponente do ambiente. Naquele dia, porém, aconteceu algo raro. Pela primeira vez em muito tempo, o homem conhecido como "O Maior" precisou erguer ligeiramente o olhar para conversar com alguém. A cena foi registrada em 5 de agosto de 1966, em Markyate, na Inglaterra, durante as filmagens do clássico de guerra Os Doze Condenados (The Dirty Dozen). Ali havia chegado ao set acompanhado do irmão, Rahman, para visitar amigos e conhecer a produção, que reunia estrelas como Lee Marvin, Jim Brown, Telly Savalas e Clint Walker. Naquela época, Muhammad Ali tinha apenas 24 anos, permanecia invicto e já usava com orgulho o nome que escolhera para si, embora muitos jornais ainda insistissem em chamá-lo de Cassius Clay, identidade que ele havia abandonado. No dia seguinte, enfrentaria o campeão britânico dos pesos-pesados Br...

na Bahia do PT

O MASSACRE DO PAU DE COLHER     Faço hoje mais uma postagem que fala de mais um episódio triste da nossa história, do qual provavelmente você nunca ouviu falar. Pouco conhecido porque não teve um Euclides da Cunha para escrever sobre ele, como teve Canudos.     Me refiro a um acontecimento que se deu entre 19 e 21 de janeiro de 1938, no povoado de Pau de Colher, então pertencente ao município de Casa Nova, na Bahia, próximo às fronteiras com Pernambuco e Piauí.      Trata-se do Massacre de Pau de Colher, que foi um dos episódios mais violentos envolvendo movimentos religiosos e camponeses no sertão brasileiro durante a Era Vargas.  O nome     A localidade recebeu esse nome por causa de uma árvore nativa da região, conhecida como pau-de-colher, cuja madeira era utilizada tradicionalmente para fabricar colheres de pau e outros utensílios. A Embrapa registra Maytenus rigida como uma das espécies chamadas, na Bahia, de “pau-de-colher”. Como ...

o comunismo é uma doença mental

**Ele Foi Preso Por Criticar Stalin Em Uma Carta. Anos Depois, Contaria Ao Mundo O Que Acontecia Dentro Dos Gulags.** Em 9 de fevereiro de 1945, enquanto ainda servia como capitão de artilharia do Exército Vermelho, **Aleksandr Solzhenitsyn foi preso**. Seu crime não havia sido cometido no campo de batalha. Estava escrito em cartas privadas enviadas a um amigo. Nelas, Solzhenitsyn havia feito críticas a Stalin e ao sistema soviético. Mesmo sem mencionar diretamente o nome do líder em algumas passagens, suas palavras foram consideradas perigosas. A correspondência havia sido interceptada pela censura militar. Meses depois, uma comissão especial o condenou a oito anos de trabalhos forçados por atividades consideradas antissoviéticas. Não houve um julgamento convencional diante de um tribunal no qual pudesse se defender. Solzhenitsyn, que havia sido condecorado por seu serviço militar e possuía formação universitária em matemática, agora era um prisioneiro. Nos primeiros anos, seu conheci...

a inveja é a mãe do atraso

Em 1908, um médico de 29 anos foi mandado para Lassance, no norte de Minas Gerais, para combater a malária entre os trabalhadores da estrada de ferro. Montou um laboratório dentro de um vagão de trem, e dormia no mesmo vagão. O nome dele era Carlos Chagas. Ali ele reparou num inseto que os moradores chamavam de barbeiro, e que vivia nas frestas das casas de pau a pique. Examinou o intestino do bicho e achou um protozoário desconhecido. Mandou amostras para Oswaldo Cruz. Um mês depois veio a resposta: os saguis do laboratório de Manguinhos tinham adoecido. Chagas batizou o parasita de Trypanosoma cruzi, em homenagem ao próprio Oswaldo Cruz. Faltava encontrar a doença numa pessoa. Em 14 de abril de 1909, ele examinou o sangue de uma menina de 2 anos com febre, em Lassance. O nome dela era Berenice. O parasita estava lá. E aqui está o que torna essa história única. Num intervalo de poucos meses, o mesmo pesquisador identificou o inseto transmissor, o parasita causador, o ciclo da transmis...

história dos alcoólicos anônimos

Em 1934, Bill Wilson chegou a um ponto em que quase ninguém acreditava mais nele. Aos 39 anos, estava internado em Nova York, fisicamente destruído pelo álcool. Tremores, crises constantes e uma sequência de recaídas haviam transformado sua vida em um ciclo que parecia não ter saída. Naquele tempo, o alcoolismo era tratado muito mais como falha de caráter do que como um problema de saúde. Quem não conseguia parar de beber era frequentemente visto como fraco, irresponsável ou simplesmente sem solução. Bill parecia estar exatamente nesse lugar. Durante uma de suas internações, teve uma experiência que ele próprio descreveria depois como profundamente espiritual. Em meio ao desespero, pediu ajuda da única forma que conseguiu. Algo mudou. Ele saiu dali decidido a permanecer sóbrio. Mas a verdadeira virada aconteceu alguns meses depois, quando percebeu que apenas querer parar talvez não fosse suficiente. Em uma viagem a Ohio, Bill ficou diante de uma situação perigosa. A vontade de beber vo...

um japonês bom de bala 4

Expedicionário TOMOKI SANNOMIYA Tomoki Sannomiya nasceu em 15 de março de 1922, em Jundiaí, São Paulo, filho de Tomomitsu Sannomiya e Kiyoe Sannomiya, que eram do Japão.   Servindo como Soldado no 1º Grupo do 2º Regimento de Obuses Auto-Rebocados da Força Expedicionária Brasileira, com identidade nº 2G-97261, embarcou para Itália em 22 de setembro de 1944. Atuou como operador de rádio no 1º Grupo do 2º Regimento de Obuses Auto-Rebocados. Em dos seus relatos ele fala que: “Eu tinha de instalar os fios telefônicos. Minha função era muito perigosa e visada, pois os fios poderiam ser rastreados. Além disso, tinha de receber e transmitir os recados que chegavam pelos aparelhos. Conforme os recebia, só repetia do mesmo jeito para não haver problema e a mensagem ser distorcida. Se passasse algum recado errado, eu era descoberto na hora” Retornou ao Brasil no dia 22 de agosto de 1945. Ele casou-se com Maria Fussaco Honda em 26 de julho de 1947, em Jundiaí, São Paulo. Faleceu em 21 de junho...

lendas acerca de soberania e independência

O 7 de setembro de 1822 não encerrou nada. Portugal simplesmente não reconheceu. O que veio depois foram quase 3 anos de negociação diplomática, arrastada entre Londres, Lisboa e o Rio de Janeiro, com a Inglaterra atuando como mediadora. A Inglaterra tinha interesse próprio. Queria vantagens comerciais no Brasil, mas era aliada tradicional de Portugal e não queria brigar com Lisboa. Então se colocou no meio. Em 29 de agosto de 1825, foi assinado no Rio de Janeiro o Tratado de Paz, Amizade e Aliança. Só ali Portugal aceitou o Brasil como império independente. E o acordo tinha preço. O Brasil concordou em pagar 2 milhões de libras esterlinas a Portugal, e D. João VI recebeu o título honorário de Imperador do Brasil. O problema é que o Tesouro brasileiro estava zerado. O país não tinha esse dinheiro. A saída foi levantar o valor no mercado financeiro de Londres. E aqui está o detalhe que quase ninguém conta. Portugal já devia mais de 2 milhões de libras à própria Inglaterra. Segundo o mat...

chimangos e pica-paus nos campos do Rio grande

O evento histórico marcado pela morte de 10 a 12 mil gaúchos e pelo uso sistemático da degola é a Revolução Federalista (1893–1895). Considerada a guerra civil mais violenta e sangrenta da história da República brasileira, ela frequentemente sofre um "apagamento" ou é tratada com superficialidade nos livros didáticos nacionais por conta da extrema crueldade dos atos praticados por ambos os lados. O conflito dividiu o Rio Grande do Sul e se expandiu para Santa Catarina e Paraná. De um lado estavam os Pica-paus ou Chimangos (republicanos liderados por Júlio de Castilhos, apoiados pelo governo federal de Floriano Peixoto); do outro, os Maragatos (federalistas liderados por Gaspar Silveira Martins e pelo general Gumercindo Saraiva). Por que tantas degolas aconteceram? A degola tornou-se uma marca registrada e macabra dessa guerra, utilizada tanto por maragatos quanto por pica-paus por motivos essencialmente práticos e psicológicos: Economia de munição: em um cenário de guerrilha ...

Evaldo Freire nasceu em 1955

Hoje a Saudade Brega conta a história de um homem que transformou sofrimento em hino. Se você é do Nordeste, já chorou ouvindo essa voz. O nome dele é Evaldo Freire, a voz do brega nordestino. Evaldo Freire é o nome artístico de Genivaldo Freire do Nascimento. Ele nasceu no dia 28 de outubro de 1955, em Ipanguaçu, no Rio Grande do Norte. Algumas fontes citam Bom Jardim, em Pernambuco, como local de nascimento, porque a família dele transitava muito pela região na época. Essa confusão já mostra um pouco de como foi a vida dele no começo: sem lugar fixo, sem luxo, lutando pra sobreviver. A infância de Evaldo Freire foi humilde e muito difícil. Ele mesmo conta que chegou a morar em um acampamento cigano no interior do Rio Grande do Norte. Foi ali, no meio dos ciganos, ouvindo histórias de amor, de dor, de gente que vai e vem, que ele começou a entender o que era saudade. Não tinha rádio bom, não tinha televisão. Tinha viola, tinha fogueira e tinha gente sofrendo por amor. Foi nessa escola...