Fulani
O pastor nigeriano Ezekiel Dachomo perdeu nove familiares em um ataque realizado por extremistas Fulani no estado de Plateau. Segundo sobreviventes, os criminosos invadiram a residência procurando pelo líder cristão antes de executarem as vítimas.
Entre os mortos estava um bebê de apenas dois meses. Após o massacre, o pastor afirmou acreditar que seus familiares foram assassinados por causa de sua atuação na denúncia da perseguição contra cristãos na Nigéria.
O ataque aconteceu na aldeia de Kum. De acordo com testemunhas, os invasores chegaram armados durante a madrugada, perguntaram pelo pastor e, antes dos disparos, afirmaram que os moradores aprenderiam "uma dura lição".
Durante o funeral coletivo, Dachomo relembrou que outros parentes também haviam sido assassinados em ataques anteriores. Segundo ele, a violência faz parte de uma tentativa contínua de expulsar comunidades cristãs da região.
Líderes locais afirmam que mais de 200 pessoas foram mortas nos últimos cinco meses no estado de Plateau. A escalada da violência também provocou deslocamentos de famílias e o abandono de comunidades inteiras.
O pastor já vivia sob ameaças de morte desde que divulgou um vídeo denunciando o assassinato de cristãos e pediu apoio internacional para enfrentar a crise. Após a morte dos familiares, ele afirmou ter recebido novas ameaças.
Mesmo diante da tragédia, Dachomo declarou que continuará defendendo as comunidades cristãs perseguidas. O caso voltou a chamar atenção para a grave crise humanitária e para os episódios de violência registrados na região de Plateau.
Fonte: Guiame
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