qualquer metalúrgica pode fabricar fuzis automáticos

A Polícia Federal (PF) descobriu que uma fábrica registrada como produtora de peças aeroespaciais, em Santa Bárbara d’Oeste, interior paulista, era usada para produzir fuzis de uso restrito em larga escala. A empresa Kondor Fly Parts Indústria e Comércio de Peças Aeronáuticas pertence a Gabriel Carvalho Belchior, de 42 anos. Inquérito da PF mostra que ele cedia o espaço e o maquinário para que a quadrilha operasse durante a madrugada.

O caso levou à prisão em flagrante de Anderson Custódio Gomes e Janderson Aparecido Ribeiro de Azevedo e, também, à denúncia de Belchior e Wendel dos Santos Bastos por organização criminosa e comércio ilegal de armas.

Agentes federais constataram que os acusados usavam centros de usinagem, avaliados em mais de R$ 2 milhões, para produzir peças compatíveis com fuzis do tipo Colt/AR-15. As armas eram finalizadas e armazenadas em um depósito em Americana, também no interior paulista, de onde seriam distribuídas para o Rio de Janeiro e estados do nordeste.

O proprietário Gabriel Carvalho Belchior, titular da empresa, negou envolvimento direto. Documentos anexados ao inquérito, porém, mostram que ele assinava notas e contratos de locação e compra de insumos metálicos, inclusive com fornecedores ligados a Wendel dos Santos Bastos, que gerenciava parte da operação logística.

Gabriel teria fugido para os Estados Unidos e consta como procurado na lista da Polícia Internacional (Interpol). Wendel também não havia sido preso até a publicação desta reportagem.

A PF do Rio de Janeiro também investiga a relação da fábrica do interior paulista com um núcleo carioca responsável em receber as armas e negociá-las com facções em diversos morros, além de milícias, que disputam à bala territórios para agir ilegalmente.

➡️ Para ler a reportagem completa, você pode acessar os Stories no @metropoles.sp ou conferir diretamente no metropoles.com

📸 Reprodução/PF

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