José Pereira e o Colégio Dom Moisés
EX-GRUPO ESCOLAR DOM MOISÉS COELHO EM 1958. TINHA.UMA CAXA D’AGUA NO CENTRO E UM TANQUE DE CONCRETO COM CURURUS AO LADO DO CAMPINHO.
GRUPO. Era localizado na Rua Padre José Tomaz, centro da cidade, de frente para a praça do mesmo nome do grupo, conhecida por Praça do Espinho, devido haver canteiros de plantações de cactos com espinho no centro dela. Na lateral direita, algumas casas, à esquerda, a Rua Enéas Bezerra e nos fundos, a Rua Tenente Otacílio Fernandes. O grupo foi construído no meio de um grande terreno espaçoso com possibilidades de ampliar novas construções nas laterais, no fundo e na frente. A metade do terreno à direita, fica de frente para a subida da ladeira do Cemitério Coração de Maria e à esquerda, de frente para a Praça do Espinho.
CAIXA D’AGUA. O grupo tinha várias salas de aula, sala dos professores, diretoria, pequena biblioteca, pavilhão, cantina, sanitários e no centro, um amplo jardim com uma caixa d’agua, conforme mostra no centro da foto. A caixa d’agua foi construída em cima de uma grande base de concreto e mais ou menos um metro de altura, que servia para os alunos sentarem e papear na hora do recreio.
CAMPINHO. Na área interna do grupo, na parte da frente, á esquerda, próximo ao muro, tinha um campinho de futebol de terra batida, que comportava no máximo doze garotos para jogar bola, seis de cada lado. E ao lado do campinho, tinha um tanque de alvenaria com mais ou menos dois metros de largura e um metro de altura, talvez, para captar água da chuva. Esse tanque, servia para nós, a garotada, sentarmos no peitoril tipo banco de reservas. A bola era feita com um meião de jogador futebol e embutida com buchas, daquelas usadas em oficinas para limpar o óleo do motor de carro. Ou às vezes, bola de borracha. Bola de futebol? nem pensar, devido ninguém ter dinheiro para comprar.
CURURUS TÊI TÊI. Dentro dele, tinha água com lodo, pedaços de paus, pedras e, também, alguns cururus têi têi. Quando a bola caia dentro do tanque, quase nenhum de nós, se arriscava encarar os cururus, com medo das mijadas deles. Outro detalhe: o vigia do grupo, seu Expedito cabeção, não gostava que a gente jogasse bola ali e, às vezes, ele corria atrás de nós para tomar a bola e rasgar com seu canivete. Na maior ligeireza, alguém de nós de posse da bola, chutava para o alto em rumo á Praça do Espinho e aí, todos corriam para pular o muro de frente para a praça.
EM 1958. Não existia a passarela coberta na entrada, alguns contêineres que servem de salas de aula e um ginásio coberto. Naquela época, nada disso aí existiam, a gente entrava sob o sol quente ou a chuva em época do inverno. Este prédio foi ocupado pelo novo Colégio Estadual de Cajazeiras, até a construção do novo prédio na Avenida Pedro Gondim, saída para o Ceará, em 1967.
POR: José Pereira Filho. FOTO de Celismar Alves
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