Cajazeiras independência por José Pereira Filho

DESFILE DE 7 DE SETEMBRO EM CAJAZEIRAS 1971

HOMENAGEM A PATRIA. Assim era a nossa vida de estudante no Dia 7 de Setembro. O tempo vai passando e a saudade vai ficando, porque, o tempo não espera por nada e a vida tem que seguir o amanhã. Más, também, a saudade tem que ser lembrada, porque, sem ela, a história perderá suas raízes. Hoje, por exemplo, lembrei-me dos desfiles de 7 de setembro na nossa Cajazeiras dos anos setenta, quando o Tiro de Guerra e os colégios e grupos escolares, desfilavam pelas ruas do centro da cidade do Padre Rolim.

SALVA DE TIROS. Ao amanhecer, às 6hs, começava com uma “salva de tiros”, sob orientação do Tiro de Guerra (TG 243), que era realizada no campo em frente ao TG, sob coordenação do Sargento Barbosa. A Difusora Rádio Cajazeiras e a Rádio Alto Piranhas, abriam suas programações neste dia, tocando o “Hino à Independência”, de autoria do poeta e escritor Evaristo da Veiga.

PALANQUE. Armado na frente da prefeitura, o cerimonialista Zenildo Alcântara, da Difusora Rádio Cajazeiras, anunciava a presença das autoridades: civil, militar e eclesiástica. O orador do discurso em homenagem aquele dia, era o advogado Dr. José Rolim Guimarães, considerado um dos melhores da cidade. A apresentação do Tiro de Guerra, sob a comando do Sargento Barbosa, era a atração principal dos desfiles, com 100 (cem) soldados, e auxiliado pelo sargento Edmar. Após os discursos, ouvia-se o Toque da Independência, executado pelo corneteiro Borel.

DESFILES. O Tiro de Guerra; o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, o Colégio Diocesano Padre Rolim, o Colégio Estadual e o Colégio Comercial, saiam de seus estabelecimentos, passavam por diversas ruas e avenidas até se encontrarem em frente à Prefeitura. Após o final das solenidades neste local, começava o desfile passando por algumas ruas até chegar na Praça João Pessoa e, a partir deste local, cada qual seguiam seus destinos de origem.

FAMÍLIAS. Muitas famílias se faziam presentes para apreciarem o desfile na Prefeitura e nas ruas, principalmente, na Juvêncio Carneiro, Padre Rolim e Presidente João Pessoa. A emoção do público era presente na passagem do Tiro de Guerra e dos colégios, com aplausos e, em retribuição, os desfilantes sorriam para seus familiares e amigos. Minha mãe, ao ver seus filhos naquele momento, chorava de emoção, igualmente outras mães.

COLÉGIO ESTADUAL. Tudo começava com bastante semanas de antecedência, com os treinamentos dos alunos, na formação dos pilotões orientados pelo professor de Educação de Física, Marcos Pereira David e, também, da banda fanfarra, sob a batuta do maestro Rivaldo Santana. Lembro-me do pilotão de alunos, que desfilavam com suas bicicletas das marcas Monark e Calói, compradas no Armazém Paraíba e na loja “J Epaminondas Braga Bicicletas”. Os treinamentos, eram realizados na Avenida Pedro Moreno Gondim, próximo ao colégio. Os outros colégios, também, tinham seus pilotões para homenagear alguma entidade social ou mesmo personalidade. POR: José Pereira Filho.

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