arqueologia ocidental
No ano de 1991, um casal de alemães que gostava de atividades ao ar livre, faz durante um passeio alpino na fronteira entre as atuais Áustria e Itália, uma das maiores descobertas arqueológicas da atualidade.
Semi coberto pela neve jazia um corpo que em princípio se julgou ser atual pelo bom estado de conservação, mas as pesquisas forenses logo o dataram com cerca de 5.300 anos de idade. Foi-lhe dado o nome Ötzi.
Ao contrário do que muitos possam pensar Ötzi era perfeitamente equipado para viver ao ar livre nos Alpes. Trajava três tipos de agasalhos diferentes, suas botas eram especiais para caminhar na neve com solado de pelo de urso para dar aderência e feita de couro de veado para ficar impermeável e quente.
Ötzi era um guerreiro e morreu em combate. Estava armado com um machado com lamina de cobre, uma faca de sílex extremamente cortante, uma aljava cheia de flechas e um arco longo que ultrapassava sua altura.
Em seus artefatos e roupas foram encontrados vestígios de sangue de outras quatro pessoas, demonstrando ter saído de um combate feroz. Havia sangue em sua faca, em suas flechas e em seu casaco. Carregava também consigo um kit para fazer fogo e um cogumelo que tem uso medicinal.
Uma tomografia realizada em 2011 descobriu que a causa da morte de Ötzi foi uma flechada que acertou perto de sua omoplata e causou uma grande hemorragia. A haste da flecha foi quebrada, mas a ponta ficou lá para contar sua história. Tinha também um profundo corte na mão direita, que chegou até o osso e por ter cortado os tendões o incapacitaria para o resto da vida, um típico ferimento que os peritos Forenses caracterizam como "ferimento de defesa".
Ötzi tem ao todo 57 tatuagens de diversas formas e tamanhos espalhadas pelo corpo. Contava algo entre 35 e 40 anos de idade, o que é uma idade avançada para o período e tinha cerca de 1,65 m de altura.
Sua linhagem materna traçada pelo DNA Mitocondrial está extinta, já a análise do cromossomo Y o situa como um atual Italiano.
Suas últimas refeições consistiram de carne de um Caprino da montanha e a última de carne de Veado, ainda estava semi digerida apenas, ambas acompanhadas de cereais. Ele sofria de Vermes.
Pela análise dos equipamentos do Guerreiro/Caçador, se sabe que pertencia a uma tribo que já conhecia a fundição de metais, o uso de determinadas substancias químicas como medicinais, que estavam perfeitamente adaptados ao seu meio ambiente, que eram guerreiros ferozes e que lutavam contra outras tribos tão bem armadas quanto eles.
A simples presença de indivíduos altamente especializados na caça e na guerra, e também na fundição de metais, prova que a tribo já havia atingido um grau de evolução que produzia excesso de alimentos por meio de pastoreio e agricultura. Normalmente quando isso acontece também se tem um arremedo de comando e uma classe sacerdotal estabelecida que não precisa trabalhar e vivem dos excessos produzidos.
Sinceramente foi um choque o grau evolucionário que Ötzi demonstra ter a mais de cinco mil anos atrás. Se imaginava a Europa bem mais atrasada do que ele evidencia.
Na imagem reconstrução de Ötzi e seu equipamento
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