José Pereira de Cajazeiras

SAUDADES DO COLÉGIO ESTADUAL DE CAJAZEIRAS ANOS SETENTA

Ah que saudades do Colégio Estadual de Cajazeiras, dos colegas de classe, dos amigos de outras classes, dos professores e dos funcionários, todos estão na minha memória. Os dias em que eu acordava cedinho, tomava o café, vestia meu informe, pegava os livros e colocava em baixo do sovaco apoiados com o braço direito. Antes, dava um beijinho em mamãe e ela dizia: “boa aula, vai com Deus filho”. 

Eu saía andando pela calçada da Rua Pedro Américo, onde eu morava, seguia mais adiante e estava na esquina da Rua Dr. Coelho. Na minha frente, andando um pouco adiantado, seguiam alguns alunos, uns em grupinhos, principalmente, as garotas em conversas distraídas e ficava eu a pensar: O que seria que elas estão conversando?

Às vezes, quando eu estava saindo de casa, sempre que vinha se aproximando algum colega meu, eu esperava um pouquinho e seguíamos conversando sobre alguns assuntos. Se esse dia fosse uma segunda-feira, com certeza, tinha algum comentário sobre o futebol, que rolou no dia anterior no Estádio Higino Pires Ferreira, pelo campeonato da cidade. Ou mesmo na noite anterior na Praça João Pessoa, porque, alí era uma passarela de lindas garotas ou mesmo sobre o filme, que rolou no Cine Éden naquela noite. Um assunto que não podia faltar, seria sobre as garotas na Praça João Pessoa, na noite anterior. 

Se essa minha companhia fosse uma colega de classe, o assunto seria as matérias estudadas em casa no final de semana, que foram solicitadas pelos professores. Chegando na entrada do colégio, com o portão aberto, os alunos já adentravam e caso contrário, todos ficavam esperando abrir. Grupinhos eram formados na entrada, funcionários e professores iam chagando, davam um bom dia e entravam. 

Eu tinha mais amizades com as colegas de classe: Ana Lúcia Alencar, nascida em Cachoeira dos Índios (PB), minha vizinha da Pedro Américo; Denise Frade, cajazeirense e Nadja Santos, nascida em Macaíba (RN), e um amigo desse grupinho: Kérson Maniçoba – in memoriam.  

A FOTO. Essa era a entrada do estadual e aqui, na hora do intervalo, grupinhos sentados nesses degraus, ficavam os trinta minutos a conversarem descontraidamente. E, ainda, tinha rapazes e moças, que namoravam nesses degraus e passavam um pouco mais dos trinta minutos para darem beijinhos e beijinhos. Neste local, os estudantes batiam fotos em poses diversas, a exemplo da turma de 1974, abaixo nos comentários de Paulo Lins. 

No pátio interno, jovens ficavam espalhados em grupinhos, uns em pé, outros sentados no chão próximos às paredes ou mesmo sentados na beira palco. 

Por: José Pereira Filho. Foto de Eduardo Pereira.

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