cinema 16 mm a história de Zé sozinho

CINEMA ALTERNATIVO EM CAJAZEIRAS, ANTIGAMENTE. ZÉ SOZINHO FOI ENTREVISTADO NO "PROGRAMA DO JÔ" DA TV GLOBO. VER COMENTÁRIOS.

JOSÉ RAIMUNDO CAVALCANTE (ZÉ SOZINHO), nascido em Pageú das Flores, no Pernambuco, CHEGOU À CAJAZEIRAS (PB), como sempre aterrissou em outros lugares por onde andava CARREGANDO EM UMA BICICLETA junto com o seu PROJETOR DE FILMES 16 mm, LATAS DE FITAS, que variavam dos temas religiosos aos velhos faroestes, bem como, os esquecíveis filmes de Tarzan e os clássicos Sansão e Dalila, O Ébrio e as produções musicais da Cinédia. Para ele, que começou a viver essa paixão pelo cinema logo cedo, qualquer lugar era ideal para uma projeção de cinema. Podia ser no meio da praça, debaixo da ponte, em uma rua deserta, no tabuleiro da caatinga, num galpão abandonado, no adro de uma igreja, tudo era possível.

NA SUA PASSAGEM POR CAJAZEIRAS, Zé Sozinho, instalou sua visionária maquinaria de sonhos nas proximidades da PRAÇA CAMILO DE HOLANDA - mais precisamente em um galpão que ficava de frente para uma pracinha construída pelo então prefeito Antônio Quirino de Moura, intermediada pelo vereador na época João de Manoelzinho. No local, onde durante o dia era uma oficina mecânica e para ele, à noite, uma sala de cinema. Zé Sozinho exibia seus filmas. O calor do teto de zinco e o cheiro do óleo e da graxa que existia no lugar, não nos desanimavam. Lembro-me muito bem que neste espaço, Zé Sozinho exibia filmes variados, cujas sessões podiam ser para menores de 14 anos, 16 e até 18 anos, embora nada fosse proibido na sua sala improvisada, pois adolescente de 14 anos, via filmes para maiores de 18 anos. 

Pessoas, que viveram próximas à Zé Sozinho, costumavam dizer que ele era uma cara ágil, disposto e inteligente. Nas suas andanças pelas cidadezinhas do interior da Paraíba, Ceará e Pernambuco, chegou a subir em uma árvore pra montar o seu alto-falante e logo abaixo instalar o seu velho projetor. E assim, o mesmo completava a alegria. Suas películas eram uma miscigenação de gostos, onde se podiam ver ao mesmo tempo filmes que começavam como as antigas chanchadas da Atlântida e finalizava com os filmes de Teixeirinha. O Dólar Furado com pedaços de humor dos comediantes Oscarito, Zé Trindade e Grande Otelo. A Paixão de Cristo versos Roberto Carlos em Ritmo de Aventura e Besouro Verde. E aí por diante, tudo se resumia na sua forma de entender e de como para ele, devia ser o cinema.

Por Cleidimar Ferreira - Blog Cajazeiras de Amor, em 8 de setembro de 2010-

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